LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...

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Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...
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Terra Blog

28.10.08

Experiência - parte I

Olá queridos

Estive ausente por um único motivo. Estava sem paz.
Isso, paz. paz interior e com um enorme mal estar. Não fazia a mínima idéia do que escrever. embora eu tenha alguns textos guardados, eu não quis postar nenhum, porque não estava no clima.
Desde já agradeço aos que passaram por aqui, me desculpo pelas visitas não feitas e mesmo eu não escrevendo eu consegui ler alguns post que me fizeram muito bem.

Eis os fatos que me deixaram tão aflita.
A carnificina em que se a impressa se tornou durante os últimos 15 dias.
Um homem morador de rua.

Estava conversando com minha mãe sobre os acontecimentos deste ano – que entitulamos como “o ano bárbaro” - as coisas absurdas que acontecera, os crimes familiares, sobre como certas pessoas não tem respeito por absolutamente nada. O que me fez ler somente o caderno “Ilustrada” da Folha de São Paulo diariamente, por enquanto não quero ver o resto. Não me entenda mal, não estou querendo fechar os olhos para o que acontece, simplesmente não suporto mais. É isso. Essa carnificina me causa náuseas.
E o que me deixa mais chateado é que a gente está se acostumando com essas notícias macabras. Dias após dia surge algo pior e a gente esquece do que aconteceu anteriormente. Porque um crime consegue superar o outro. Uma maldade supera a outra. E assim vamos vivendo como se nada tivesses acontecido. chegamos a pensar “bem se nada acontecer atrás da minha casa murada, das minhas janelas cheias de grades, tudo bem. Estou bem assim.”
Bah! Fiquei bastante revoltada. Mas aí pensei na quantidade de revoltados inúteis que tem por aí. Estava me tornando mais uma.
Foi aí que surgiu uma oportunidade pra eu deixar de ser a “revoltada inútil”. A igreja da qual faço parte tem um grupo sai aos sábado de madrugada para servir café e pão para os moradores de rua. Na verdade eles mais ouvem o que as pessoas tem a dizer, o café, pra quem os recebe nem é tão importante, acho que eles necessitam de alguém pra conversar de verdade. Eu tinha ido uma vez, há quase um ano atrás, mas me senti um pouco mal, acho que não estava preparada para encarar a realidade, como posso dizer... tão de frente.
Mas neste último sábado decidi ir de novo. Foi completamente diferente.
Bom, a história é longa e eu estou quase sem tempo para contar os pormenores. É sobre um homem, um morador de rua em especial, que irei falar no próximo post. A história mexeu comigo, não só de forma emotiva, lá na hora em que estava na frente dele, mas de forma reflexiva. Foi uma experiência que estou remoendo até agora.

E como vêem estou animada para escrever novamente. (segundo as novas normas da língua portuguesa, “vêem” tem acento? rssr)

Afagos à todos.
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