LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...

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Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...
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Terra Blog

17.10.08

Café, fone e... pássaros?

Resolvi mudar de tática.
Optei por fazer meus trabalhos escolares de madrugada, ao invés de ficar até as 2 da manhã estudando (chego em casa as 00:30), agora faço o contrário, durmo depois que chego e acordo as 4:30 da manhã quando preciso para estudar ou fazer algum trabalho. porque calhou de eu dormir em cima da mesa e não prestar atenção no que estava fazendo ou lendo, e deu certo meu método, aliás me fez até bem.
Mas além do modo prático e menos sonolento, algumas coisas não tinha como passar desapercebidas por mim.

O silêncio
O canto dos pássaros
O amanhecer laranja

O silêncio da madrugada é penetrante e confortável, não sei se é porque eu gosto do silêncio bruto e puro, aquele em que você ouve seu corpo trabalhando, ou se é realmente assim que as pessoas o sentem, apesar de algumas terem medo de um total silêncio.
Bem, como tinha que acordar sem acordar ninguém coloquei o fone de ouvido, porque ouvir música é a primeira e a última coisa que faço no dia.
Enquanto fazia um café - eu acredito que café funciona para o sono – iniciei meu “mede daqui mede de lá” com as as réguas e minha papelada em cima da mesa o primeiro pássaro cantou, e depois parecia que esse primeiro tinha despertado uma ninhada... Tirei os fones para ouvir melhor, fazia tempo que não ouvia canto de tantos pássaros juntos. abri a janela devagar pra não espantá-los com o barulho, dei uma espiadinha, estava amanhecendo e qual no foi a minha surpresa?
O sol estava nascendo. Grandão, alaranjado e radiante! Senti o primeiro calor da manhã. E como eu gosto da primavera, embora a minha flor preferida seja do inverno.
Acho que por alguns instantes esqueci do meu trabalho, de que estava em casa, de tudo à minha volta, só sentia os primeiros raios de calor e ouvia os pássaros invadindo meu silêncio.
Isso talvez viraria poesia se eu tivesse o dom do Helinho ou do Adhemar, viraria tema para questionamento introspectivo se a Babi com seu faro sensível e jornalístico escrevesse, poderia ser uma música se fosse escrito pela Laís M. M. M., já Candy colocaria um pouquinho de seu humor e versatilidade. (todos amigos blogueiros)
Mas eu quis só observar, sentir e ouvir.
Para todas as coisas existe algo e alguém certo, sou de procurar, observar, 'viajar” e compartilhar.
Falando nisso, lembrei do trecho de uma música que gosto muito:

'Para Capitú, Machado
Para uma mulher, Clarice
Para Guimarães, Brasil
Na terceira margem do rio”
(Para todas as coisas – Ana Cañas)

E para a Érica, como faz para entender?
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