LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...

LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...
<  Dezembro 2008  >
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31        
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Dezembro 2008

04.12.08

alegria... súbita

A paisagem de prédios, carros e morros abarrotados de casas iam ficando para trás. O banco traseiro do carro parecia incômodo o suficiente para não haver posição confortável para se sentar. O vento estava frio e o desanimo era um preso considerável e imóvel ao seu lado. O livro fechado no colo, o óculos escuro ao lado, ela acreditou que ia fazer sol hoje.
Antes de sair do centro da cidade ela não havia percebido como o céu estava. Ao chegar na estrada foi que viu, ficou triste. Teve impressão de sentir as constantes olheiras se acentuarem involuntariamente.
Este era o céu. Cinza, denso e baixo como querer tocar a ponta das casas daquele lugar que parecia ser o único da Terra, pois não havia nenhuma elevação na rua, as casas pareciam todas do mesmo tamanho, pareciam todas tocadas pelo céu cinza e pesado.
Por ter sido enganada pelo clima, percebeu que o frio a fazia tremer um pouco. Mas o vento insistia e pra não parecer uma vara verde, preferiu pressionar os joelhos ao invés de tremer. Funcionou.
“Será que falta muito?” Ela pensou repetidas vezes enquanto do vidro fumée via-se somente reflexos de paisagem, a velocidade do carro aumentou e a impaciência também. Ela desligou por um momento. Seria assim tão insuportável estar naquele lugar? Tentou convencer-se a parar de ser chata e que tudo correria bem. Não funcionou.
O tempo insistia em continuar escuro, se ao menos um raio de luz solar aparece, ao menos um calorzinho... não duvido a tenha feito uma oração inconsciente pedindo que o sol desse o ar de sua graça. É, não havia fé o suficiente para ser atendida.
Ao longe avistou dois pontos altos, como se fossem cabos de aço, só que retos na vertical. Por um momento ela pensou “pra que dois cabos no meio do nada?” Só que ao se aproximar, dava para ver algumas linhas firmes, que começavam do chão e subia numa diagonal. Ei! era uma árvore de natal feita de ferro! As luzes não estavam acessas, embora devessem estar devido ao dia exageradamente nublado. Bem, mas é de se admitir que aquela árvore “apagada” despertou sua curiosidade. Fechou os olhos por um momento para imaginá-la acesa e sorriu. Era bom imaginar que logo mais tarde haveria um pouco de luz naquele lugar, um pouco de cor e alegria aos viajantes pouco felizes como ela.
Surgiu uma posição agradável no banco, enfim algum conforto por estar sentada, abriu seu livro, voltou a sorrir consigo mesma.
O tempo pareceu ficar mais quente.

02.12.08

Aguardo anciosa pelo meu verão

Oi ;)

Estou preguiçosa... será o fim de ano que se aproxima? Será o tédio do “tudo novo de novo”? Será a infinidade de promessas que sempre se iniciam com a frase “o ano que vem, se Deus quiser....” que a gente ouve no ônibus, em casa, na escola, no trabalho? Será a infinidade de desgraças naturais (ou não naturais) que estão acontecendo aos montes?
não gosto muito de usar o blog para falar diretamente sobre sentimentos e sensações e quando faço isso sempre tento colocar um post, hã... digamos... mais sensato logo depois. Mas hoje, sinceramente, me limito a ser uma humana que só sente, por hoje não quero pensamentos, quero sentir e é só.
Hoje pela manhã, o sol estava sem vergonha. Eu parei um pouco para sentir. Faz um tempo que não presto atenção na sensação do calor. Os dias tem sido mais corridos, o Centro de São Paulo e os trens, ônibus, metrô e toda sorte de condução está mais lotado a cada dia que passa desse meu longo dezembro. Por mais que tudo passe rápido, ninguém vê ninguém, as tarefas vão se eliminando e também surgindo aos montes, as horas, bem, elas se arraaaaaaaaaastam.
Estou lendo (de novo) as últimas páginas do livro que terminei este fim de semana. “Crepúsculo”. Fala sobre um amor considerado impossível sobre humanos e vampiros. Nunca li sobre vampiros, mas confesso que gostei de ação com um clima de romance. Ei! Não vá pensando que eu acredito em vampiros hein! Pura ficção rsrrs
Eu gostei bastante da história, gosto de autores com uma narrativa minimalista, detalhistas, faz uma mente viajante como a minha se desligar do mundo “real” por alguns bons instantes.
Ontem estava conversando com um colega sobre cheiros. Talvez não tenha comentado, mas eu sou uma das pessoas mais chatas em relação ao olfato. Herdei isso da minha mãe. Alguns cheiros me irritam o nariz ou me embrulham o estômago. Os aromas adocicados então! Prefiro não pensar. Bem, mas não era sobre cheiros artificiais que estávamos comentando, falávamos sobre o cheiro das pessoas, o cheiro natural. Conversa estranha né?
Comentamos sobre como conseguimos notar com mais facilidade o cheiro natural das pessoas que gostamos; do amado ou amada, dos amigos, da família. É engraçado, que tenho amigos que são irmãos e são diferentes em sua personalidade, (parece animal o que escrevo a seguir) e tem cheiros diferentes. Mas quando estou na casa deles, daí, não é mais “um cheiro individual”, a família tem um cheiro. Esquisitice minha, tô sabendo, mas fazer o quê?
Meus últimos fins de semana do ano já estão todos lotados, ou é uma festa ali, um congresso aqui, alguém que faz aniversário e eu não posso deixar de ir, comemorar o ano com os amigos que me aturaram o ano inteiro antes do fim do ano... e ah! Se fosse em outra época eu estaria super animada, contando os dias para essas saideiras, pode ser que amanhã eu mude de idéia, mas hoje, eu só quero descansar. Mas, pensando bem, como diz amiga, nada melhor do que uns pulos e uns berros para liberar todo o stress. No meu caso, acho que vou precisar de uma noite inteiro de berros e pulos. Vamos ver no que dá.
Agora são meio-dia, geralmente eu almoço às 11:30; vou cedo porque não tem muita fila no restaurante, a comida não está toda revirada e não tem muita gente. Mas como chegou o mês das compras e por aqui está tudo abarrotado, não vai fazer muita diferença o horário de almoço hoje. Aliás, o motivo maior é que eu vou almoçar com o colega do papo do “cheiro”... hehehehe, ele também gosta de falar sobre coisas que poucas pessoas costumam falar.

Agora deixando de se egoísta.... preciso me atualizar sobre o que vocês andam escrevendo. Estou com saudades.

Um chêro (como dizem os baianos) pra meus blogueiros queridos!
Adoro os nordestinos. Saquei a expressão agora rsrsr