LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...

LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...
<  Setembro 2008  >
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30          
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2008

26.09.08

Esse (meu) mundo em pautas e contradições *-*

Ela sempre sonhou com coisas fáceis
mas diante do desejado “bem ali”e o difícil, ela fica com o segundo.
Ela sempre sonhou em ser uma rockstar, mas ao invés de Rolling Stones, não que não goste, ela fica com Elis em sua melodia de o “O bêbado e a equilibrista”.
Ela sonha com as praias e suas dunas, mas não resiste ao inverno e todo o charme que o acompanha.
Ela gosta de ver as luzes e os faróis dos carros a noite, sincronizados, como uma dança hilariante e ensaiada, enfileirados como em posição de sentido, ou fazendo curvas como quem faz um “oito”, mas odeia, quando deste espetáculo de luzes, é participante.
Ela sempre quis um grande amor, ela quer tudo pra sempre, mas sabe que o “pra sempre” acaba e que, na verdade, teme um desse grandes amores.
Ela gosta de ter um coração de criança, de ter sempre esperança, de querer mudar o mundo; mas este mesmo coração, em um dia daqueles, fica vagabundo, desanimado... que a faz girar somente em torno de si.
Ela escreve e não lê.
Ela lê e nem sempre gosta, mas posta srsr
Ela suspirava fundo quando um certo alguém dizia “oi”
E hoje fica sem ar ao saber que, este alguém, bem, já se foi.
Ela até hoje não se conforma em ter assistido “Freud – além da alma” duas vezes e ter gostado de tudo, fazer o quê? cada um com suas manias.
E que o mundo dos roedores, aos seus olhos, é fascinante.
Ela fica feliz por ter aprendido, e por continuar aprendendo, a não banalizar o verbo amor.
Ela sabe que não consegue conter o riso diante do melhor amigo. Mas também sabe que ele irrita bastante as vezes... mas, ele também é perito em curar seu mal humor com uma piadinha – muitas vezes sem graça.
Ela odeia saber, que, por mais que não queira, vai chover na maioria dos finais de semana “legais” em São Paulo.
Ela descobriu a pouco que pinta, vejam só! E isso está se tornando sua nova paixão.
E que tem um fascínio especial por fotografia de velhos e negros.
Ela não se conforma em gostar apenas de 2 filmes brasileiros – Olga e Central do Brasil – bem, isso é realmente uma pena.
Ela queria dizer tantas coisas!
Gosta do silêncio e do vento.

Agora, justo agora, ela pensou em parar por aqui.

24.09.08

cadê você?

Será a continuação do post anterior?...

Li no jornal
Que amanhã bem cedo
Você vai chegar
Vai bater na porta
E antes que eu deixe
Você vai entrar
Também vai trazer
Dentro de uma caixa
O meu coração
Sei que nada é de graça
Que isso é trapaça
Que eu vou dizer não
Por isso me traga uma flor
E faça um favor de não me irritar
E conte uma bela história
Se for confiante
Vou acreditar
Eu queria ter esse problema
Igual aquele filme
Que eu vi no cinema
Eu sei, você não viu
Mas eu explico o esquema
São só abraços
amores e beijos...

Cadê você?

22.09.08

dEvOlvE moÇO

Existe aqui uma mulher
Uma bruxa, uma princesa, uma diva
Que beleza
Escolha o que quiser
Mas ande logo
Vá depressa
Nem se atreva a pensar muito
O meu universo ainda despreza
Quem não sabe o que quer
Meu coração eu pus no bolso
Mas apareceu um moço que tirou ele dali
Não, isso não é engraçado
Um coração assim roubado
Bate muito acelerado
(...)
Devolve, Moço
Devolve, Moço
O meu coração pro bolso

16.09.08

pode ser uma nova ilusão, ou será esse meu coração

Deu pane no meu sistema. Como assim?
Bem, explico. Não escrevo nada há alguns dias, pois é, nadinha, nadinha. Simplesmente parei de pensar. Não, não! Não parei de pensar, parei de... ah! sei lá o nome!
Neste ultimo dias me pus a ler alguns livros que eu já li para entendê-los melhor, como por exemplo “O encontro marcado” do Fernando Sabino, da primeira vez que li eu tinha uns 13 anos e não entendi quase nada, mas li o livro todo; da segunda vez, entendi um pouco mais, eu devia ter o quê...uns 15 anos, e agora, aos 19, compreendi a história dessa vez, e para quem quer saber, fala sobre política, idéias e (tem gente que vai gostar desta ultima parte) poesia isso, numa visão geral.
Por uns momentos aquela sensação de “será que tudo é real?”passou por mim, li alguma coisa sobre a frase (que eu não sei quem é realmente o autor)"O simples bater das asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo.” fiz isso depois que assisti aquele filme que, enfim, deu audiência à Rede Globo, “Efeito Borboleta”. Li um livro que discute 3 biografias da atriz Marilyn Monroe, que traz o título de “A Deusa – As vidas secretas de Marilyn Monroe. O que o livro tem a ver com o filme, acho que nada, contei por contar. Durante a leitura senti alegria, pena, raiva e frustração em relação a vida da “deusa” em questão.
A vontade, as vezes, faz com que as coisas que desejamos pareçam ser reais. Talvez por não querer viver o momento. Acho que assim que foram construídos os primeiros contos de fada, da vontade do agora não ser real, poderia ser simplesmente mágico, tão simples assim.
Ah! Conhecem (de ouvir falar, como eu) Amyr Klynk? Ele viajou quase ou todo mundo por barco, como ele mesmo diz em um de seus texto “é um homem do mar”.
Eu sou do tipo que tenho uma memória muito boa pra o que leio e gosto, e num desses dias de “pane” lembrei de uma frase “dias inteiros de calmaria, dedos no leme...” me intriguei e fui procurar na minha porção de papéis e livros quem foi que disse isso, achei. Foi o próprio Amyr, eu tinha esse texto guardado há muito tempo, acho que o li pela primeira vez na 7ª série. O li umas 2 vezes e tomei coragem para começar a digitar aqui, nem que nada faça muito nexo.
Vou compartilhá-lo com vocês:

“Dias inteiros de calmaria, noites de ardentia, dedos no leme e olhos no horizonte, descobri a alegria de transformar distâncias em tempo.
Um tempo em que aprendi a entender as coisas do mar, a conversar com as grandes ondas e não discutir com o mal tempo. A transformar o medo em respeito, o respeito em confiança.
Descobri como é bom chegar quando se tem paciência.
E para se chegar onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão.
É preciso antes de mais nada querer.”
Amyr Klink

02.09.08

Depois da montanha, logo ali...

Quando eu era menina fazia coisas de menina....

A montanha, a mureta e eu.
Tenho uma tia que mora no litoral de São Paulo e quando éramos pequenos (os 4 irmãos) passávamos, a cada dois meses, um fim de semana na casa dela, a tia Lila.
E, claro, eu achava este fim de semana muito pouco comparado com os dias em que ficava na escola em período integral. Eu demorei pra aprender o que significava “integral”, então eu traduzia como “minha vida toda na escola”.
Isso se deu até eu completar 8 anos, época em que mudamos para a cidade onde moro até hoje.
Nos finais de semanas chatos, aqueles em que não íamos à praia, dividia o meu tempo entre, “sem querer” quebrar algum pé de planta do jardim da minha mãe, comer balas escondidos antes da hora da comida de verdade, sujar 03 camisetas por dia, me machucar pelo quintal e ficar olhando a “montanha” por cima da mureta do meu portão.
E é sobre este último passa-tempo que falarei.
Eu tinha uma visão privilegiada do meu muro, já que, morando na capital, é difícil de se ver algum mato dando mole por aí, quanto mais um morro inteiro de árvore – alguns anos depois fiquei sabendo que todo aquele morro verde se tratava da reserva do parque do Tietê, mas tudo bem, na época, pra mim, aquilo era a minha Amazônia, eu era feliz por isso.
Eu subia em cima da tampa de cimento do relógio de água, o que me deixava no alto do pequeno muro, ficava olhando aquele bando de mato e imaginava “se eu atravessar aquela montanha chego na casa da tia Lila”. É claro que não poderia arredar o pé do portão, já que morava em uma avenida movimentada, então ficava imaginando um jeito mais prático e menos perigoso de chegar até lá: voando.
E ali, ficava eu, viajante como sempre, imaginando que seria só um impulso a partir da mureta que meu fim de semana ia ser bem mais legal do que comer as balas escondido e ver que minha mãe descobriu, de novo, que os papéis estão embaixo da minha cama ou que meu irmão me dedurou por eu não ter cedido sua chantagem e lhe dado uma bala também, mas, parava pra pensar de novo e, definitivamente meu tão sonhado destino parecia bem perto, porém, era perigoso sair sem alguém grande, seja voando ou a pé, era a única coisa que me impedia, o fato de sair sem alguém. Eu praticamente zerava a distância entre mim e o meu sonho.
Saudade deste poder de zerar o impossível.
Saudade de ver que a distância não era sinônimo de longe, era, simplesmente “logo ali”.
Hoje, pode ser que eu não faça questão de alguém “gente grande” em minha companhia, basta que ser uma boa companhia.

Parando com os pensamentos de menina por aqui, lembranças de muitas coisas surgiram agora. Se um dia souber colocá-las num papel compartilharei aqui.