LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...

LorOooTas

Tudo o que dá na telha eu escrevo (tento fazer isso de forma decente, é claro) aqui, então, não se assuste ao ler, pq dessa cachola sai cada coisa...
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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2008

27.08.08

Adeus menino

Menino não vou ficar, eu vou...
eu vou pra entender quem eu sou
atrás da linda moça que amava.
E assim que sair eu vou chorar...
sem você.
Mas é que atrás da linda moça que amava,
em algum lugar,
está uma mulher que também sou
que escolhe andar por onde vão seus pés
e se hoje fico aqui
ela parou.

Te falo quem quer o bem
para seu amor
ama como é
e ama sua liberdade

amanhã ou depois sem os véus da moça que amava
eu ainda amarei
quem um dia me amou.
E ainda que aí não possa
a moça está em algum lugar,
com ela agora há uma mulher
que escolhe andar por onde vão seus pés
que escreve, antes de ler seu destino
eu tenho que ir, amando...
adeus menino.

(Luiza Possi)

25.08.08

Estação... Sampa!

Este fim de semana participei, ou melhor, trabalhei na convenção nacional da empresa onde trabalho. Esta convenção reúne clientes de todo o Brasil uma vez ao ano. Desta vez o evento aconteceu no Teatro Gazeta, na Av. Paulista.
Bem, começamos a trabalhar na sexta a noite para que no sábado tudo estivesse “ok” na hora da entrada. Não precisa nem dizer que foi cansativo, muito cansativo... mas foram 02 dias de sucesso também. Que bom!
Toda vez que eu vou à Paulista eu descubro algo novo, desta vez, descobri a “estação Paulista” é uma espécie de sebo com as paredes decoradas com colagens de jornal. Eu amei o lugar, lia um pouquinho de todos os livros que me interessavam. Acabei não comprando nenhum porque estou com 3 livros pra ler e pretendo voltar ao lugar outras vezes, com grana p/ gastar.
Eu não gosto muito de almoçar ou sair com as pessoas do meu trabalho, td bem que eles são jovens e tal, mas sempre acabam falando de trabalho. parece que as pessoas por aqui não cansam de flar de trabalho, trabalho e trabalho... e na Paulista, cenário do capitalismo (e da cultura também, só que nem tanta gente se da conta) parece que os papos sobre negócios estão a flor da pele. Então, que me chamem de anti-social, mas, sair para comer e falar de dinheiro, isso eu não faço (pode ser que um dia eu mude de idéia, eu sei).
Ah! mas teve algo que foi super bom, fui à duas peças de teatro, “Querido mundo” – a peça fala sobre valores esquecidos e da esperança e da esperança que pode ser encontrada no mais íntimo do ser humano – muito legal, é o tipo de peça que te faz ficar tenso, mas em seguida faz relaxar com uma boa risada. Atores: Maximiliana Reis e jarbas Homem de Mello.
E a outra peça foi “Os Monólogos da Vagina” - essa eu não sei como descrever muito bem, mas me fez rir muitíssimo. As atrizes, Maximiliana Reis (que também faz “Querido mundo”), Cacau Melo e Vera Setta foram ótimas! Bom, acho que quem assiste essa peça nunca mais vê a muler da mesma forma. O texto fala sobre a mulher ser, muitas vezes, um símbolo sexual, como a “do lar e pronto” , sobre todos os tipos de mulheres e... suas vaginas rsrsr.
Ambas peças com direção de Miguel Falabella.
Bem, escrevi como foi o fim de semana, porque hoje estou bastante exausta e sem nada muito útil na cabeça para ficar “pensando bem”.
Escrevi apenas por escrever, pelo prazer de colocar as letrinhas que estão na minha cabeça, boiando como numa sopa, em ordem.
Como diz meu amigo do blog Adhemar... elas, as letrinhas, estavam fazendo cócegas no meu cérebro.

Uma dica pra quem não conhece São Paulo e pretende passear por aqui um dia: conheça a Av. Paulista, vá a teatros e como pizza. Ah! e não ligue se garoar quando vc vier, ou dar de cara com um trânsito “daqueles” ou até mesmo encontrar algum branquela falando “tipo assim” com bastante ênfase, rrsrsr, Sampa também tem suas belezas.

20.08.08

Escrito num livro abandonado em viagem

me vi parando para pensar...



Venho dos lados de Beja.
Vou para o meio de Lisboa.
Não trago nada e não acharei nada.
Tenho o cansaço antecipado do que não acharei,
E a saudade que sinto não é nem no passado nem no futuro.
Deixo escrita neste livro a imagem do meu desígnio morto:
Fui, como ervas, e não me arrancaram.

(Álvaro de Campos)

19.08.08

A vida... é minha?

Minha irmã caçula está com 12 anos e 8 meses. As pessoas da minhas família geralmente são magras (magrelas) e minha irmã não fugiu do padrão dos Amorim, já tem mais que 1,60 m com certeza, e já tem um certo “corpo”. Claro que não foi pra descrevê-la que resolvi escrever, mas sim para relatar um fato que me levou a uma curiosidade imensa.

Este fim de semana nós estávamos juntas no centro da cidade onde moramos comprando uma porção de coisas para cabelo, unha, pele e outros (meu irmão sempre fala que devíamos montar uma perfumaria, são 04 mulheres em casa rsrsrr). Paramos para tomar sorvete em frente à uma padaria e notei que os homens, seja lá que idade for, já “olham” para ela. Putz, eu, como irmã mais velha, fiquei um pouco desconcertada, não visivelmente, acho que não deu pra notar. Mas daí em diante nem prestei mais atenção no que ela tagarelava sobre as meninas e meninos da sua turma da 7ª série.

Fiquei perplexa com os olhares que recebia. Daí questionei: e como será que se sente uma pai então? Porque, pra mim, minha irmã sempre será a caçula, para o pai ela sempre será uma meninha e para a mãe então, nem se fala!

As vezes minha mãe comenta que nem percebeu direito a época em que saímos do berço e passamos para o “chiqueirinho”, do andador para a motoca, da bicicleta de rodinhas para a 18 marchas e mesmo assim, as vezes ela ainda tem a impressão de que dormimos em berços.

Até onde vai a nossa super proteção com pessoas que achamos ser mais indefesas que nós? Será que ela nos deixa cegos quanto ao tempo? Ou ignorantes o suficiente para supor que alguém ainda não sabe se proteger ou responder por si?

Até onde podemos se intrometer na vida de alguém? Seja lá irmão, amigo, filho, pai, mãe?

Acho que me senti “explorada” através da minha irmã, senti como se fosse comigo, tomei o constrangimento dela pra mim. Eu sei, foi instinto e sem querer. Mas não é certo, essa minha conclusão sobre o assunto, passamos a maior parte do tempo olhando os outros, chamando outras pessoas, falando “se eu fosse você...” e isso, com certeza não é e nem se faz parecer tão bonzinho assim.

A vida passa tão rápido... esse texto não tem muito nexo, mas me faz continuar questionando, quando tiver meus 60 anos, será que me perguntarei: “Onde estive eu enquanto vivia minha vida?”

11.08.08

Uma fronteira em mim

As vezes eu me pergunto:
Será que todos sabemos qual é o nosso lugar? E se sabemos, no fundo dos nossos corações, por que será que nunca fazemos algo a respeito?
A vida deve ser mais que isso.
Deve haver um propósito para cada um de nós, um lugar ao qual pertencemos.
Mas, repito, por que nunca fazemos algo a respeito?
Por que será que... será o medo de deixar a comodidade?
Será o medo de ser aceito?
Será a incerteza do que será do amanhã? E, pensando bem, bem é que tem esta certeza?
As vezes dá vontade de desenfrear a língua. Esquecer das tão famosas regras da boa educação e dizer tudo, tudo mesmo. Quem somo e o que sentimos.
Dá vontade. Muita vontade.
Hoje deu.
Vontade de esquecer a capa do bom comportamento, vontade de pensar primeiro em mim antes de abrir a boca.
Mas fiquei na vontade.... aqui estou, camuflando tudo novamente, em palavras que não sei se alguém lerá, em linhas obscuras que não dão a entender muita coisa.
Respondendo a pergunta do início “EU SEI” mas está no fundo do coração e a coragem, bem... a coragem de romper e encontrar meu lugar, também está em mim, no coração, só que muito, muito... em um lugar muito mais fundo, quase recluso.